quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Estreia de Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 1

A rede de blogs Blogolândia publicou, na manhã de hoje, mais um texto de minha autoria. Desta vez é sobre a estreia mundial da primeira parte de Harry Potter e as Relíquias da Morte.

A adaptação do último livro da saga de Harry Potter foi dividido em dois filmes para não cortar o conteúdo do livro e poder solucionar todos os conflitos envolvidos na trama.


Valeu!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Texto sobre o Novo MacBook Air

Eu comecei a escrever alguns textos para a rede de blogs Blogolândia. O meu primeiro texto foi publicado ontem, e o tema foi o lançamento do novo MacBook Air, da Apple.

Eu não posso reproduzir o texto aqui, mas vou deixar o link para que vocês possam conferir o material no site original.


Espero que gostem...


quarta-feira, 30 de junho de 2010

Links programas Conexão Digital e Revista UniRitter

Eu tive alguns problemas para postar os vídeos. Portanto, para quem tiver interesse, vou deixar um link para que possam assistir aos programas baixando no computador.

Nesse site só é possível visualizar 7 minutos de conteúdo. Então alguns programas "Conexão Digital" foram cortados. Para visualizar o programa completo (10 minutos cada) é só fazer o download. Não são pesados, baixam rapidinho.


Revista UniRitter: (são programas mais curtos, de aproximadamente 2 minutos cada)

Seriados Parte 1 (os melhores)
Seriados Parte 2 (os melhores)

Conexão Digital:

Jogos Online - Facebook (o mais legal)
Discos de Vinil
Pirataria (o mais sério)
Internet e Aprendizagem (o que ficou mais chatinho :P)

Espero que gostem. Críticas e sugestões serão muito bem-vindas.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Programa Conexão Digital sobre Jogos do Facebook

Olá, pessoal! Não sei se todos sabem, mas os sites de relacionamento como Facebook e Orkut estão explorando cada vez mais os jogos online.
Pois é, os games disponíveis na web estão conquistando muitos adeptos, e isso pode ser conferido facilmente. Basta acessar um desses sites e procurar pelo FarmVille, por exemplo. Só esse joguinho de fazenda virtual já possui mais de 75 milhões de jogadores. Isso não é pouco! As grandes empresas, como a Electronic Arts, já começaram a explorar esse mercado.
A interatividade entre jogadores e seus "amigos" das redes sociais alimenta mais ainda essa febre. E quando falamos em games não podemos esquecer que entre os fãs ainda há uma legião de seguidores assíduos, daqueles que tem horário fixo para visitar suas fazendinhas, restaurantes, cidades... É... Esses jogos viciam. E ainda promovem uma bela movimentação financeira, já que muitos dos "acessórios" desses joguinhos só podem ser obtidos após o pagamento com dinheiro real. E a imaginação vai longe: É possível fazer depósito bancário, pagar com cartão de crédito...

Nós fizemos um programa sobre o assunto. Ficou bem legal, chamamos dois estudantes (fãs) que mostram como esses jogos funcionam, explicam por que jogam, o que chama a atenção... Vale a pena dar uma conferida.
Em seguida vou postar o vídeo com o programa. Aguardem!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Temática do Programa "A Liga", da Band

Aliás, quem assistiu o programa "A Liga", da Band, na semana passada, deve ter reparado no assunto: morte e quanto custa morrer (entre outras coisas).

Confira neste link, aqui do meu blog, uma reportagem que nós fizemos na época de faculdade com essa mesma temática: "O preço da Morte".

Vale a pena conferir. Fica a dica.

Trabalhos Recentes

Sim, o blog está praticamente abandonado. Eu sei que sempre anuncio que vou manter ele atualizado constantemente e nunca cumpro. Mas eu REALMENTE quero tentar. Pretendo colocar alguns vídeos de programas que eu fiz nos últimos anos. Até o momento só coloquei parte do meu portfólio da época de faculdade, mas esse material é de uns três anos atrás. Quero colocar material fresco, profissional mesmo. Daqueles que dá vontade de assistir.

Aguardem. Em breve, conteúdo fresquinho aqui no blog.

terça-feira, 16 de março de 2010

Em 2010...

Se não fosse triste, seria engraçado. Hoje faz 1 ano e 8 meses desde meu último post. O assunto em 8 de julho de 2008 era a constante tentativa de acabar com o diploma de jornalismo. Pois bem, quase dois anos depois, pode-se dizer que chegamos a um desfecho. Pelo menos momentâneo.
Graças ao ilustríssimo Gilmar Mendes e seus comparsas, já não é necessário o diploma para exercer a profissão. Pois é. Tá, isso já é uma notícia velha. Mas o que se tem feito nesse meio tempo para conseguir o contrário? Manifestações? Pressão? Sim, teve tudo isso, mas não foi movido pela sociedade. Um grupo (grande, sim) de jornalistas se reúne, faz passeatas, protesta, tenta levar a mensagem de que, para um jornalismo de qualidade, é preciso frequentar as universidades. Mas de que adianta tudo isso se a população, a parte mais lesada, não se manifesta? Cadê o povo lutando pelos seus direitos? Não sei. Eu não vi.
Pelo visto vai ser mais um desses assuntos com final certo. No Brasil, tudo acaba em pizza. Um clichê, literalmente.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Exija informação de qualidade. Exija o diploma para Jornalistas!

Há muitos anos estamos sofrendo uma grande ameaça à nossa democracia, ao nosso direito a uma informação de qualidade. Um atendado à nossa inteligência. Logo será julgada uma lei que desregulamenta o jornalismo como profissão. O que significa? Querem que o diploma para jornalistas deixe de ser um requisito para atuar na profissão. Mas sabe o que quer dizer realmente? Querem taxar a população e os jornalistas de burros. Sim, pois somente burros colocam o seu direito à informação em mãos de pessoas desqualificadas, que não podem sequer ser chamadas de profissionais, muito menos de JORNALISTAS. Você que preza pela sua liberdade e luta por seus direitos ajude-nos a vencer mais esta batalha.

Exija informação de qualidade. Exija o diploma para jornalistas!!


O mestre Gabriel García Márquez já dizia...
"Pois o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e torná-lo humano por sua confrontação descarnada com a realidade. Ninguém que não a tenha sofrido pode imaginar essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida.
Ninguém que não a tenha vivido pode conceber, sequer, o que é essa palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo das primícias, a demolição moral do fracasso.
Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderá persistir num ofício tão incompreensível e voraz, cuja obra se acaba depois de cada notícia como se fora para sempre, mas que não permite um instante de paz enquanto não se recomeça com mais ardor do que nunca no minuto seguinte."

Me perdoem os demais profissionais das mais variadas áreas... Mas, sem dúvida nenhuma, O JORNALISMO É A MELHOR PROFISSÃO DO MUNDO...




domingo, 6 de abril de 2008

Curta: A Carteira

Este curta foi realizado para a disciplina de Cinema II. É uma adaptação de uma obra de Machado de Assis. Durante a realização do curta, eu desenvolvi as seguintes atividades: Assistente de Direção e Edição/Montagem.



sexta-feira, 28 de março de 2008

Retrospectiva 2006 para o Reitor da PUCRS

Este é um vídeo que realizei para o Reitor da PUCRS, o irmão Joaquim Clotet. É uma retrospectiva do ano 2006, que ficou rodando durante a cerimônia de encerramento do ano letivo.



segunda-feira, 24 de março de 2008

Grande Reportagem "O Preço da Morte"

Esta grande reportagem foi realizada para a disciplina de Telejornalismo IV. "O Preço da Morte" relata toda a burocracia que familiares e amigos devem enfrentar diante do falecimento de um ser querido.
Atividades que desenvolvi na elaboração desta reportagem: Roteiro, edição e captação de imagens.



quarta-feira, 19 de março de 2008

Reportagem Vila Fátima


Reportagem realizada para o Diário do Campus sobre o
Campus Aproximado Vila Fátima, da PUCRS


segunda-feira, 17 de março de 2008

Entrevistas...

Entrevista realizada com o vocalista da banda Be Cool para o quadro Papo Cult, da TV FOCA (2006/1)



domingo, 16 de março de 2008

Diário do Campus

Apresentação do Diário do Campus (somente os momentos em que eu apresento)



terça-feira, 11 de março de 2008

Vídeos

Não sei por qual motivo, mas meu portfólio online não está abrindo... Então, enquanto tento ver o que aconteceu, vou tentar ir colocando uns vídeos aqui no blog...

Começando com uma reportagem de 2006/1, bem velhinha, da época da TV FOCA...


sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Portfólio

Para quem deseja conhecer um pouco mais do meu trabalho, recomendo que acesse o site:

http://cyberfam.pucrs.br/projeto_online/20071m/manha/adri/html/index.html

Lá você encontra trabalhos multimídia realizados entre 2003 e 2007. Você pode conferir alguns vídeos, textos, fotografias e diagramações realizados por mim.

Qualquer dúvida, pode me mandar um e-mail para drica_adami@yahoo.com.br

Aguardo sua visita!!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Lá vem 2008...

Mais um ano está chegando ao fim. Agora é hora de colocar numa balança tudo que aconteceu ao longo do ano. Tanto as coisas boas quanto as ruins. É tempo de refletir, de repensar nossas atitudes e imaginar o que devemos mudar e manter neste novo ano. Mas independente de qualquer coisa, todos desejamos que 2008 seja muitíssimo melhor que 2007, não é mesmo?

É também nesta época do ano que as pessoas tornam-se supersticiosas. Tudo gira em torno ao que comer na virada do ano, que cor de roupa usar, quais os rituais de passagem de ano e as simpatias mais adequadas para cada situação.

Existem muitos sites com dicas de simpatias e que explicam o significado de cada cor. Um deles, bastante completo, é o Portal São Francisco. E não adianta a gente se enganar dizendo que não acredita em nada. No momento que escolhe o cardápio da ceia já começa a superstição. Galinha para jantar? Nunca!!! Porque aves ciscam para trás! E na hora de escolher a roupa? Muitos, que se dizem sem superstição, acabam usando branco. Ai está mais uma contradição.

Não interessa o que, mas todos acreditamos em alguma coisa. Uns mais, outro menos. Mas ninguém é completamente livre dessas tradições. Eu não sei se meu ano foi bom ou ruim por ter usado esta ou aquela cor, ou porque pulei as 7 ondas, ou porque pulei com o pé direito. No entanto, e pelas dúvidas, não custa tentar.

2007 foi muito bom. Me formei jornalista, percebi que amizades que surgem na faculdade podem sim ser verdadeiras e que elas continuam se a gente quer, fiz muita festa, me diverti horrores. Em 2008 quero "conseguir" exercer a minha profissão e, para isso, preciso de um emprego. Mas nada de superstições!!!

Pensando bem, não me custa nada usar uma peça de roupa amarela, não é não? Um pouco de branco também não vem mal, afinal, todos buscamos paz e realizações, certo? Ah, e já que vou estar na praia, por quê não pular as sete ondinhas? Uma colher de lentilha não faz mal a ninguém. E eu adoro uva!!!

Pronto. E agora? Você vai continuar dizendo que não é supersticioso?

Um Feliz Ano Novo a todos!!!! Que 2008 seja de muito sucesso, paz, saúde, alegrias, felicidades, realizações e amor!!!

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

A Cidade das Mil Maravilhas*



Prédios altos, arquitetura antiga, um leve ar europeu. Quando o sol se apaga e as luzes acendem, a aristocracia e a burguesia invadem os teatros que estão enfileirados na avenida Corrientes. Mulheres elegantes, botas, cachecóis, bolsas de marcas famosas, ternos de corte europeu e desfile de fragrâncias francesas. O cenário de tanta elegância relembra décadas passadas, em que o glamour dos grandes salões enchia os olhos das cortes. Entre tantos narizes empinados aparecem calças de tecido popular, sapatos desgastados e esportivos e aromas nada refinados. Patrões e empregados se misturam em uma noite regada a ópera e grandes espetáculos. Reduto de ricos? Não. A miscigenação tomou conta da cidade, mas não perdeu nem um dedinho do charme das capitais européias.
A Europa na América do Sul. Essa é Buenos Aires. Cada bairro pertence a um país ou uma cidade diferente. No centro, conhecemos Madrid, Barcelona, Paris, Londres, Roma. Cada esquina traz consigo uma surpresa e uma visão do paraíso. A arquitetura dos antepassados permanece intacta e valorizada na cidade porteña. Muito se fala da superioridade argentina. Passeando na Capital, observa-se claramente o porquê.
18h em ponto. Plaza de Mayo, em frente à Casa Rosada, sede do governo argentino. O sino toca. A menina que corre atrás das pombas, com um saquinho de milho que acabou de comprar entre os dedos, olha agitada em direção à casa cor-de-rosa. À medida que se movimenta, os grãos vão se desprendendo e escorregando de suas mãos. O velhinho que empurra o carrinho cheio de milho pára. A mãe estrangeira que acabava de comprar uma bandeira de plástico da Argentina faz um sinal para o marido e o filho que brincavam de espantar as aves. O povo corre, agitado, em direção à Casa Rosada. O que se enxerga a seguir parece a Inglaterra, mas não é. A troca de guarda da sede do governo argentino atrai a atenção de todos que passam por lá. Vestidos de forma elegante, usam o mesmo uniforme que a guarda inglesa. Os soldados marcham em direção da bandeira argentina, localizada no começo da praça. Um mastro alto suporta o pano celeste e branco. Após retirarem a bandeira, acontece a troca de guarda. Os curiosos se aproximam, e no final, aplaudem. Um show gratuito com que todo turista se maravilha.
Espetáculo é o que não falta na capital argentina. Casas de zinco, madeira, tijolo, verde, rosa, azul, amarela, laranja. Parece desenho animado. A paisagem colorida do Caminito é uma beleza rara. Quem olha entusiasmado para as casas coloridas não imagina que por trás disso a história não é tão pomposa assim. La Boca é um bairro pobre, banhado por um rio poluído e mau cheiroso, chamado Riachuelo. As pessoas não tinham condições de comprar materiais novos para a construção das casas. Como é uma zona portuária, e muitos barcos ficavam ali encalhados, os moradores aproveitavam para roubar restos de materiais para montar as residências. À medida que usavam, tudo ia terminando, e como não encontravam outra coisa igual, apelavam para uma cor ou artefato diferente. Madeira, zinco, plástico, vidro, e inúmeras cores fazem parte da arquitetura das casas do Caminito. Hoje, nem todas são habitadas. Como ficaram famosas e viraram ponto turístico, muitos dos conventillos, como são chamados, tornaram-se ateliers de artistas que expõem trabalhos ali mesmo, no calçadão.
Réplicas, pinturas e esculturas dos casebres são as artes mais vendidas. Os artistas que comercializam obras nas ruas não pertencem a nenhuma empresa ou loja conhecida. São eles mesmos que têm, no comércio de rua, a sua fonte de renda. Por isso, é possível encontrar uma gama de preços impressionante, que não baixa dos 25 pesos, algo como R$17.
Em meio a tanta arte, é claro que não poderia faltar o tango. Dançarinos rodopiam, voam, saltam. Se movimentam realizando um ritual de beleza que não se pode deixar de elogiar. Precisão de movimentos, vestidos elegantes, homens de terno e gravata e muita sensualidade. Cenário da classe alta em um bairro tradicional para os turistas, mas marginalizado pelos locais.
O sol se esconde. A noite se aproxima, e o glamour de Buenos Aires começa a aparecer. Nessas horas, Puerto Madero é o lugar ideal para combinar elegância, beleza e alta gastronomia. O porto, que foi reformulado há apenas alguns anos, virou ponto turístico. Os melhores restaurantes da cidade encontram-se ali. São caros, porém requintados e oferecem pratos saborosos. É difícil escolher em qual jantar. Enquanto não se decide, pode-se passear pelas margens do Rio de la Plata. Graças à iluminação amarelada causada pelas dezenas de luzes espalhadas a cada cem metros, a figura dos prédios de empresas consagradas como Microsoft e a rede de hotéis Hilton ficam espelhadas nas águas do Rio.
Depois do jantar, vem a diversão. Nada melhor do que o Cassino flutuante. No final de Puerto Madero enxergam-se muitas luzes piscantes. Um breve flashback relembra uma rua de Las Vegas. Dois barcos enormes estão adornados de lâmpadas coloridas, prateadas e brilhantes. Dois barcos? Sim. No país vizinho, os cassinos são proibidos. Mas a lei diz respeito à localização em terra. Nada fala sobre proibição nas águas. Os barcos só permanecem abertos simultaneamente quando o movimento é muito grande. Na hora de entrar, mais uma surpresa. Máquinas fotográficas e filmadoras devem ser deixadas em uma espécie de “chapelaria eletrônica”. Tudo muito chique. Eles entregam uma senha com o número do armário, mas avisam que não se responsabilizam pelos bens deixados ali. Muito confortante. Após deixar a câmera num lugar em que não se sabe se vai encontrar depois, as moças devem passar as bolsas através de uma janelinha, onde alguém a coloca em um raio x para certificar-se que não está portando drogas, bebidas e objetos perigosos. Mas a segurança não pára por ai. Após retirar a bolsa da esteira, o turista tem que atravessar um detector de metais, para garantir que nada tenha passado pela fiscalização e a revista. Pronto. Agora sim pode entrar para falir ou se divertir no cassino. O mais interessante é poder ingressar com celular, que aliás quase todos têm câmera.
Lá dentro, a alegria não poderia ser maior. Tliim, tlim, tlim, tlim, tlim, tlim, tlim. As fichas de metal não páram de cair. Quem coloca ansiosa o copo sob o orifício, estampa no rosto um sorriso de ponta a ponta. Não é nenhum adolescente esperto que teve sorte, nem um visitante inexperiente. Uma senhora de cabelos encaracolados, brancos, que já passou dos cinqüenta anos faz tempo, coloca a mão enrugada ao redor do copo, para não deixá-lo cair pela pressão. Com cuidado, desvia o anel solitário de brilhante da borda da máquina, para não correr o risco de riscar a jóia. Figuras iguais a essa são as mais freqüentes na zona dos caça-níqueis.
E os homens, onde estão? No andar de baixo é difícil de entrar. Logo ao chegar na porta se é recepcionado por um cheiro de incenso de nicotina que força a prender a respiração. Se tentar olhar pra frente, parece que a visão está nublada. Uma nuvem de fumaça emerge sobre os milhares de senhores requintados que se enfileiram, um ao lado do outro, para apostar na roleta.
A empolgação pela vitória toma conta da mesa ao lado. Um homem recém havia apostado todas as suas fichas em um número. A bolinha gira, gira, gira e pára. O moço dá um pulo. Ganhou. Observo que tira um bolinho de papel do bolso e oferece ao funcionário do cassino, indicando que quer mais fichas para apostar. As notas eram verdinhas, da terra do tio Sam, e estampavam o número 100. Havia aproximadamente umas cinco notinhas amassadas. Apostou todas. Fechou os olhos. Quando abriu, bateu com a mão na mesa, resmungou e saiu. Perdeu a aposta. Pobre não era, com certeza. Minutos depois estava apostando altas quantias novamente em uma mesa do outro lado do salão.
Até mesmo de madrugada a cidade permanece ativa. No centro, ônibus antigos circulam pelas ruas, que, incrivelmente, estão movimentadas. Passava das duas da manhã, mas lá estavam os argentinos, passeando pelas ruas da cidade sem preocupação.
A Avenida 9 de Julio só não é mais bonita de dia porque durante a noite é fascinante. Luzes amarelas espalhadas pela rua mais larga do mundo dão um tom sépia à paisagem. Carros coloridos, sofisticados, e táxis amarelados passam em meio a tanta beleza. No horizonte, um monumento se destaca. O obelisco, ícone da cidade maravilhosa. Aliás, quem apelidou o Rio de Janeiro com esse nome ainda não tinha visitado Buenos Aires. Só com uma teoria para entender por que tanta injustiça. A capital argentina é bela, requintada, encantadora, européia e se não bastasse, ainda é segura. Casas com grades na janelas, só se for em filme, em uma casa tradicional ou na cadeia. Assaltos existem, mas não são perceptíveis. Uma segurança exaltada pelos turistas, e duvidada pelos porteños. Reclamam de barriga cheia.
Locomoção em Buenos Aires não é nada dramático. Sim, trens, metrôs, ônibus e táxis são antigos, alguns, até caindo aos pedaços. Mas em cada esquina passam, no mínimo, umas três linhas diferentes, que atravessam a cidade, pagando um preço simbólico de setenta centavos para os primeiros e outro valor pequenino nos últimos, dependendo do trajeto que se pretenda fazer. E não importa a hora, sempre há transporte disponível na cidade. Perdido na capital? Não tem como. Todas as ruas paralelas seguem a mesma numeração, e as quadras medem exatamente 100 metros cada uma. É só encontrar a numeração em uma rua paralela à que se deseja e pronto. Siga até o seu destino. Moleza.
Chega o domingo. Descanso é o mais desejado. É só pegar uma cadeira, uma toalha, preparar uns salgados, uma garrafa térmica com água quente e preparar um mate. Parque é o que não falta. Famílias e amigos descansam, comem e se divertem em meio à natureza. Tradição com data e hora marcada.
No verão, quanto menos roupa, melhor. O calor é insuportável. Úmido e pesado. No inverno, roupa de lã, casacos, mantas ou cachecóis, pantufas ou sapatos reforçados, toucas e luvas. Assim como o calor é extremo, o frio também é muito aguçado. Não perde em um grau sequer para a Serra Gaúcha. A única diferença é que lá não neva. Uma pena. Mas nada que um bom vinho argentino não amenize.
Viagem sem compras não é viagem. Ainda mais em se tratando de mulheres. As ruas Santa Fe, Córdoba e Corrientes estão transbordando de tantas lojas. E agradam todos os gostos. Grifes como Christian Dior, Channel, Cacharel, Armani e Calvin Klein, entre outras, lotam as ruas da capital para os gostos e bolsos mais requintados. Os calçadões da calle Florida e da Lavalle agradam gregos e troianos. Mas se as temperaturas não colaborarem, shoppings como as Galerias Pacífico, Alto Palermo Shopping Mall e Passeo Alcorta, localizados nas redondezas do centro, condensam todas as opções em um só lugar.
Em Buenos Aires existem inúmeras opções, e várias cidades dentro de uma só. Basta saber escolher a que mais agrada. Seja qual for a escolha, arrependimento é um sentimento que não existe na capital mais européia da América do Sul. Glamour, sofisticação e contrastes que levam qualquer um à loucura. Essa é Buenos Aires. Vale a pena conhecer. Difícil mesmo é não querer voltar.









*Reportagem publicada no livreto/revista UFA!, sobre Jornalismo Literário.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Minha Formatura

Gente... Antes de continuar dando "vida" a este blog, quero deixar postado o vídeo que produzi e editei para passar na minha recepção de formatura. Foi feito com muito carinho para homenagear todos os presentes (e aqueles que não conseguiram estar também).

Coloquei na internet somente uma versão em baixa qualidade. Mas amigos/familiares que queiram uma cópia podem me avisar que providencio isso.

Ai vai!


segunda-feira, 16 de julho de 2007

Uma Aventura Gastronômica*

Por Adriane Adami

Na cozinha, dentro da geladeira, em um saquinho minúsculo e apertado. Lá está ele. Remexo as sacolas, usadas para armazenar frutas e verduras em uma seção determinada do supermercado. Elas são transparentes, moles, e barulhentas. Ele está tão escondido em meio às embalagens que o perco de vista. O barulho aumenta. Alguem reclama dos ruídos que provoco em minha busca. Depois de algum tempo, paro, sorrio, e exclamo: achei!

Rasgo o saquinho com os dedos e envolvo, com a mão em forma de ninho, aquela fruta que se destaca. Redonda mas ao mesmo tempo oval. Um ponto preto e áspero bem na parte alta marca a coluna vertebral do alimento. Ele é verde reluzente. Em sua casca reflete a luz branca que atravessa o lustre amarelado.

Puxo uma cadeira, o coloco em um prato de vidro cor de rosa e começo a analisar.

Ele tem um odor amargo por fora e azedo por dentro. É uma fruta que muitos gostam mas pouquíssimos se atrevem a comer. Os sentidos se aguçam. Usando o tato percebo que sua superfície tem a mesma rugosidade e imperfeição que uma casca de noz. É ao mesmo tempo suave, úmida e desnivelada.

Ele parece insignificante, mas na realidade tem características inigualáveis. Doce, ele não é. Amargo? Depende. Cítrico e azedo, talvez. Abri a primeira gaveta à minha direita e tirei uma faca. Cortei a fruta ao meio e um líquido transparente esverdeado brotou de dentro, banhando o talher e o prato.

Entre sumo e sementes cor creme e arredondadas, o limão exalava um perfume único. Uma mescla de azedo e acidez pouco vista em outros alimentos. Tomei uma decisão. Uma parte eu ia comer, a outra espremeria.

Na primeira mordida meus dentes arrepiaram, um calafrio percorreu a minha espinha e um calor invadiu meu corpo. Era completamente ácido, mas muito saboroso. Gostei da brincadeira, e fiquei ali, sugando e comendo até encostar meus dentes na casca amarga do limão. Já estava toda arrepiada quando comecei a espremer a fruta. O líquido parecia uma pequena correnteza. Oscilava entre a cavidade da minha boca, batia na margem dos meus dentes, driblava a língua e passava pela garganta até deslizar pelo esôfago. A cada gole, um arrepio e uma sensação de frescor.

O limão é peculiar e saboroso. Não podemos negar o poder e efeito que tem sobre nós. Uma aventura gastronômica. Uma degustação de arrepiar.




*Observação realizada para a disciplina Projeto Experimental em Jornal - Será publicado na revista Ufa!